América Latina

Linha de pesquisa se fortalece na América Latina

O que a sociedade pensa sobre investimentos em ciência e tecnologia? É possível medir o interesse por assuntos científicos na mídia? Qual o perfil do público interessado? Especialmente depois do fim da Segunda Guerra Mundial, a busca por respostas para essas questões deu origem a uma linha de pesquisa cujos primeiros trabalhos foram publicados nos Estados Unidos e Europa. Hoje, os estudos de percepção pública da ciência e tecnologia são feitos periodicamente em diversos países, inclusive no Brasil. De base quantitativa, eles usam questionários estruturados e entrevistas aplicadas a grupos populacionais. Assim, dados sobre percepção de C&T têm sido acumulados com diferentes escopos: nacionais, por município, por tipos de públicos (como professores ou estudantes), constituindo uma fonte imprescindível para compreender as relações entre ciência e sociedade.

Neutralidade de rede na América Latina: regulamentação, aplicação da lei e perspectivas: os casos do Chile, Colômbia, Brasil e México

Em pelo menos quatro países latino-americanos – Brasil, Chile, Colômbia e México – a neutralidade da rede tem sido sistematicamente violada. A principal forma de violação são os planos de tarifa-zero. É isso que mostra o relatório “Neutralidade de rede na América Latina: regulamentação, aplicação da lei e perspectivas – os casos do Chile, Colômbia, Brasil e México”, realizado por organizações desses países, que se dedicaram a mapear os avanços e desafios da implementação da neutralidade de rede nesses países.

Neutralidade de rede é um conceito consagrado mundialmente para designar o princípio segundo o qual todos os dados ou conjunto de dados devem ser tratados de forma isonômica na rede: ou seja, sem distinção de origem, destino, conteúdo, aplicação. Qualquer interferência no livre trânsito de dados, aumentando a velocidade de acesso a determinados sites ou aplicativos, por exemplo, caracteriza violação da neutralidade.

Apoiada pela Access Now, a pesquisa foi coordenada pelas organizações Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, do Brasil, e Derechos Digitales, do Chile. Participaram também a Fundación Karisma, da Colômbia, e R3D, do México.

“É fácil entender a questão da neutralidade quando a gente pensa que a rede seria uma estrada de livre trânsito por onde circulam conteúdos, aplicações e etc. Colocar pedágios, barreiras ou ainda, ampliar faixas de acesso exclusivas para determinados ‘veículos’ cria condições de privilégio para uns e exclusão para outros, o que abre uma prerrogativa perigosa tanto do ponto de vista da democracia e da liberdade de quem navega quanto da concorrência comercial”, explica Oona Castro, pesquisadora do Intervozes.

O relatório aponta que essa violação pode fazer com que usuários deixem de acessar conteúdo de aplicações que não são oferecidas gratuitamente. Assim, inovações de projetos menores podem enfrentar dificuldades para entrar no mercado e conquistarem audiência e os usos da internet acabam ficando restritos a determinadas aplicações ou site.

Apesar dos esforços de regulamentação nesses países, violações da neutralidade da rede vêm ocorrendo sistematicamente. Práticas corriqueiras das operadoras de telefonia estão colocando em xeque esse princípio. 

Conocer para transformar: producción y reflexión sobre Ciencia, Tecnología e Innovación en Iberoamérica

Los estudios sociales de la ciencia y la tecnología en Iberoamérica constituyen un campo dinámico y en crecimiento avanzando hacia su consolidación: redes de investigadores, programas de posgrado y centros de investigación, revistas especializadas, eventos nacionales y regionales. Incluso, algunos investigadores se han movido más recientemente de una posición de observadores distantes y críticos al papel de expertos en ingeniería social o asesores de los diseñadores de políticas de ciencia, tecnología e innovación.

El universo de la medición: la perspectiva de la ciencia y la tecnología

El presente libro surge de un conjunto de trabajos discutidos en una de las primeras actividades que se realizaron como parte de la implementación del Plan de Acción aprobado en la Reunión Hemisférica de Ministros Responsables de Ciencia y Tecnología, realizada en Cartagena de Indias en marzo de 1996. Se trata del Segundo Taller Iberoamericano de Indicadores de Ciencia y Tecnología, realizado en la misma ciudad entre el 24 y el 26 de abril de 1996, el cual tuvo como objetivos: • Analizar comparativamente algunas experiencias de países desarrollados y en vía de desarrollo sobre la construcción de indicadores, con el fin de caracterizar los diferentes indicadores que se usan, las metodologías utilizadas en su elaboración, y los di-versos enfoques para la generación, manejo y análisis de la información pertinente. • Hacer una reflexión crítica sobre el estado de desarrollo de los indicadores de ciencia y tecnología, las limitaciones que se confrontan, las tendencias que se observan, y las líneas de acción más promisorias que puedan orientar estas actividades en el próximo futuro. • Fortalecer la capacidad nacional para generar y utilizar indicadores de la ciencia y la tecnología a través de mecanismos tales como los Observatorios de la Ciencia y la Tecnología, y desarrollar y consolidar redes de trabajo conjunto sobre esta materia. • Sentar las bases para un sistema iberoamericano e interamericano de indicadores de ciencia y tecnología, que permita el ni intercambio de experiencias y de información, así como él seguimiento y evaluación de los adelantos que en la región se logren en el campo de la ciencia y la tecnología. Este esfuerzo debe incluir elementos de normalización, sin que ello implique desconocer sus aspectos idiosincrásicos. Como se podrá observar en los distintos trabajos aquí reunidos, las experiencias que analizan sus autores se refieren no sola-mente a casos iberoamericanos, sino que también se toman en consideración experiencias de Francia, Canadá, Estados Unidos y la Unión Europea.

Produção científica em saúde pública e as bases bibliográficas internacionais

Inicialmente, esse trabalho situa, de forma condensada, a gênese dos procedimentos de indexação da bibliografia científica, que remetem à segunda metade do século XIX. A seguir, e tomando como referencial a saúde pública na América Latina, problematiza a utilização corrente da indexação para fins de avaliação de qualidade da produção científica e, por conseguinte, dos periódicos científicos. Argumenta-se que, por razões diversas, as bases de indexação internacional não devem ser utilizadas como os únicos parâmetros de avaliação do impacto da produção científica latino-americana em saúde pública. Critérios alternativos aos índices de impacto devem ser desenvolvidos visando um entendimento mais amplo acerca da dinâmica de produção científica em saúde pública na América Latina

Memórias do Instituto Oswaldo Cruz é a revista científica com maior fator de impacto da América Latina

O artigo trata do reconhecimento da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, como revista científica de maior impacto na América Latina em 2006 pelo Journal of Citation Reports, a partir do índice calculado pelo Institute for Scientific Information (ISI), órgão internacional responsável por avaliar a relevância dos periódicos científicos indexados de todo o mundo.

Ciência, tecnologia, parlamento e os diálogos com os cidadãos

Este mini-dossiê discute a importância de se ampliar a participação do público não-especializado no processo decisório relacionado a temas de ciência e tecnologia que têm impacto significativo na sociedade. Trata-se de uma coletânea de textos que inclui a experiência da Dinamarca – que se tornou modelo internacional de realização de mecanismos participativos na área – , do Canadá, da Argentina e do Chile, além de uma contribuição do Reino Unido com algumas reflexões sobre o tema. Esperamos que seja o ponto de partida para uma discussão mais ampla sobre o tema e que gere frutos para o aumento da participação pública em temas de ciência e tecnologia no Brasil e em outros países da América Latina.

Políticas de ciência, tecnologia e inovação na América Latina: as respostas da comunidade científica

Esse trabalho tem por objetivo analisar os padrões de interação que se estabelecem entre cientistas e o ambiente externo à academia, propondo uma tipologia para dar conta de posturas do cientista com relação a essa interação e explorar os desafios que essas diferenças colocam para a política de ciência, tecnologia e inovação contemporânea. O objeto empírico deste trabalho são 16 estudos de caso realizados junto a grupos que se distinguem pela relevância e importância no cenário científico de 4 países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile e México). A análise dos casos estudados mostra que a existência de um mandato institucional forte na direção de uma colaboração estratégica, apoiado em mecanismos de avaliação que reconheçam e direcionem as atividades de cooperação com atores sociais é um fator importante para viabilizar um formato de interação que redunde em ganhos estratégicos para o cientista, na produção de conhecimento socialmente robusto.