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Observatório em CT&I da Fiocruz atualiza dados sobre publicações científicas da instituição

15/12/2021
Por: 
Valentina Leite

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) cumpriu mais uma vez seu papel de excelência na pesquisa científica em saúde. Para embasar essa afirmação, o Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Fiocruz acaba de atualizar seus indicadores de publicações científicas do ano de 2008 ao ano de 2021 (até o mês de outubro). Como resultado, os dados demonstram que, no período analisado, um total de 29.936 publicações foram assinadas por pelo menos um autor vinculado à instituição.

A cada ano analisado, o volume anual de publicações variou. Enquanto foram realizadas 2.451 publicações científicas no ano de 2021 (até outubro), o ano de 2020 liderou o período com um total de 3.112 publicadas. Já em 2019, foram 2.470 no total.

As revistas científicas em que os autores da Fiocruz mais publicaram no período foram, respectivamente: Ciência e Saúde Coletiva (1.300), Cadernos de Saúde Pública (1.267), PLoS ONE (886), Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (817), PLoS Neglected Tropical Diseases (588), Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (539), Revista de Saúde Pública (359), American Journal of Tropical Medicine and Hygiene (338), Parasites & vectors (335) e Saúde em Debate (297).

Ao analisarmos as parcerias traçadas com outras instituições de pesquisa e ensino, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está no topo da lista, com 4.847 obras publicadas em conjunto com a Fiocruz. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de São Paulo (USP) ocupam, respectivamente, o segundo e o terceiro lugares na lista de instituições parceiras, seguidos pela Universidade Federal Fluminense (UFF) em quarto e pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) em quinto.

No que diz respeito ao tipo de produção, os artigos científicos foram o destaque, ocupando quase 80% do número total de publicações. Em seguida, ficaram as resenhas, com 7% do número total. Os trabalhos publicados em eventos, os editoriais, os capítulos de livros, as notas, os livros e outras categorias ocuparam os outros 13% do total.

Além de serem disponibilizados no site do Observatório, esses dados também estão disponíveis em acesso aberto no Arca Dados, o repositório de dados abertos da Fiocruz.

Métodos de análise

Todo semestre, o Observatório exibe indicadores quantitativos referentes às atividades de pesquisa da Fiocruz: publicações científicas e patentes. Esse trabalho é realizado com base em análises bibliométricas – em seguida, os dados são disponibilizados na forma de dashboards interativos e dinâmicos, para melhor visualização do público.

Para os indicadores de publicações científicas, são consideradas publicações com pelo menos um autor afiliado à Fiocruz. As bases analisadas são três, no total: Web of Science, Scopus e SciELO. Para saber mais, acesse aqui a metodologia detalhada.

Conheça o Observatório

O Observatório em Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde da Fiocruz tem como objetivo contribuir para a gestão e a formulação de políticas institucionais em ciência, tecnologia e inovação. A partir de uma proposta de produção integrada de indicadores, métricas, análises qualitativas e conteúdo de comunicação, a iniciativa apoia a gestão da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico da Fiocruz. Também amplia a percepção da sociedade sobre o potencial da instituição nos avanços científicos na área da saúde.

"O Observatório de CTI da Fiocruz é importante por disponibilizar aos gestores, à comunidade da Fiocruz e à sociedade a visualização de forma ágil e transparente de alguns indicadores das nossas atividades. No caso da produção científica, ele permite analisar a evolução e o perfil das publicações de artigos de nossos pesquisadores e estudantes, por temas e revistas", pontuou Cristiani Vieira Machado, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC). "Permite também visualizar as parcerias interinstitucionais e cooperação internacional nas publicações, o que é fundamental para a Fiocruz diante dos desafios de trabalho em rede e da internacionalização", disse. 

E completou: "Será importante aprimorar o Observatório para incorporar novos indicadores, melhorar suas funcionalidades e aumentar sua utilização pelos gestores dos diversos níveis e pesquisadores, de forma que ajude na prospecção e no planejamento estratégico de nossas atividades científicas".

O Observatório é uma iniciativa coordenada pela VPEIC, que conta com a colaboração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS), da Casa de Oswaldo Cruz (COC), da Plataforma de Ciência de Dados aplicada à Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (ICICT), do Repositório Institucional ARCA e da Coordenação-Geral de Gestão de Tecnologia de Informação (Cogetic). 

 

*Com colaboração de Rafaela Grando