Avaliação de Pesquisa Científica e de Instituições

A escrita acadêmica: do excessivo ao razoável

O artigo propõe uma reflexão pontual sobre a natureza da escrita, colocando em análise procedimentos argumentativos, enunciativos e dispositivos de produção de regimes de verdade no interior de textos acadêmicos. Discute a tensão entre escritor e leitor, constituindo a escrita como um campo turbulento de disputa e negociação de sentidos e significados de modo que a mútua interpelação produza deslocamentos na direção da constituição do sujeito escritor e do sujeito leitor. Apresenta uma revisão de estilos de escrita acadêmica, apontando potencialidades e fragilidades, destacando-se os riscos que o exagero e o excesso podem produzir nos efeitos de apreensão e compreensão do conteúdo. Propõe, a modo conclusivo, a ponderação e a plausibilidade como estratégias de estabelecimento de uma medida do que seja o razoável no interior da cultura acadêmica.

A avaliação da produtividade científica

O texto trata da avaliação da produtividade científica. Analisa o processo de metrificação da avaliação da produção científica, bem como o processo histórico de construção da avaliação científica e seus usos atuais. Argumenta que esse processo encerra um paradoxo: quanto mais impessoais se tornam as métricas, menor seu reconhecimento pelos cientistas. O estudo foi dividido em cinco partes: contextualização da problemática da avaliação científica; descrição das principais etapas do processo de institucionalização da metrificação; apresentação do processo de concepção dos principais indicadores de avaliação; exemplos da aplicação desses indicadores; apresentação das consequências analíticas e algumas recomendações para formulação de uma nova agenda de avaliação.

A avaliação da produtividade científica

O texto trata da avaliação da produtividade científica. Analisa o processo de metrificação da avaliação da produção científica, bem como o processo histórico de construção da avaliação científica e seus usos atuais. Argumenta que esse processo encerra um paradoxo: quanto mais impessoais se tornam as métricas, menor seu reconhecimento pelos cientistas. O estudo foi dividido em cinco partes: contextualização da problemática da avaliação científica; descrição das principais etapas do processo de institucionalização da metrificação; apresentação do processo de concepção dos principais indicadores de avaliação; exemplos da aplicação desses indicadores; apresentação das consequências analíticas e algumas recomendações para formulação de uma nova agenda de avaliação.

A genealogy of open access: negotiations between openness and access to research

Open access (OA) is a contested term with a complicated history and a variety of understandings. This rich history is routinely ignored by institutional, funder and governmental policies that instead enclose the concept and promote narrow approaches to OA. This article presents a genealogy of the term open access, focusing on the separate histories that emphasise openness and reusability on the one hand, as borrowed from the open-source software and free culture movements, and accessibility on the other hand, as represented by proponents of institutional and subject repositories. This genealogy is further complicated by the publishing cultures that have evolved within individual communities of practice: publishing means different things to different communities and individual approaches to OA are representative of this fact. From analysing its historical underpinnings and subsequent development, I argue that OA is best conceived as a boundary object, a term coined by Star and Griesemer (1989) to describe concepts with a shared, flexible definition between communities of practice but a more community-specific definition within them. Boundary objects permit working relationships between communities while allowing local use and development of the concept. This means that OA is less suitable as a policy object, because boundary objects lose their use-value when ‘enclosed’ at a general level, but should instead be treated as a community-led, grassroots endeavour.

Step up for quality research

In response to calls for change from within and outside the scientific community, funding agencies, journals, and professional societies are developing new requirements to promote reproducibility and integrity in research. Amid this activity, the voices of academic institutions—both their leadership and rank-and-file faculty—have largely been quiet. Yet journals, societies, and funding agencies are not in the laboratory, clinic, or field. They do not analyze data, write manuscripts, or prepare figures. Institutions that comprise the global academic community can do more to help their researchers produce the highest-quality results. The three areas of actions, described below, echo points highlighted in the recent U.S. National Academies of Sciences, Engineering, and Medicine report, Fostering Integrity in Research, as well as at the 2017 World Conference on Research Integrity in May.

O estado de OA: uma análise em larga escala da prevalência e impacto de artigos de Acesso aberto

Apesar do crescente interesse em Open Access (OA) para a literatura acadêmica, há uma necessidade não atendida de estudos em larga escala, atualizados e reprodutíveis, avaliando a prevalência e as características da OA. Abordamos esta necessidade usando o DOI, um serviço on-line aberto que determina o status OA para 67 milhões de artigos.

Usamos três amostras, cada uma de 100.000 artigos, para investigar OA em três populações: 1) todos os artigos de revista atribuídos a um Crossref DOI, 2) artigos de revistas recentemente indexados na Web of Science e 3) artigos vistos por usuários de Unpaywall, um aberto - extensão de navegador de origem que permite aos usuários encontrar artigos OA usando oDOI.

Estimamos que pelo menos 28% da literatura acadêmica é OA (19M no total) e que essa proporção está crescendo, impulsionada principalmente pelo crescimento em ouro e híbrido. O ano mais recente analisado (2015) também tem a maior porcentagem de OA (45%). Por causa desse crescimento e do fato de os leitores acessar desproporcionalmente os artigos mais novos, achamos que os usuários do Unpaywall encontram o OA bastante freqüentemente: 47% dos artigos que eles vêem são OA. Notavelmente, o mecanismo mais comum para o OA não é ouro, verde ou híbrido OA, mas sim uma categoria sub-discutida que denominamos Bronze: artigos feitos gratuitamente para leitura no site do editor, sem uma licença aberta explícita.

Nós também examinamos o impacto da citação de artigos de OA, corroborando a chamada vantagem de citações de acesso aberto: por idade e disciplina, os artigos de OA recebem 18% mais citações do que a média, um efeito direcionado principalmente pela OA verde e híbrida. Encorajamos mais pesquisas usando o serviço gratuito de o DOI, como forma de informar a política e a prática da OA.

Publicação de artigos científicos: recomendações práticas para jovens pesquisadores

E ste livro é resultado da dissertação de Mestrado de Érica de Cássia Ferraz, orientada pela Profa. Dra. Ana Luiza Navas, realizada no programa de Mestrado Profissional em Saúde da Comunicação Humana, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, entre os anos de 2013 e 2015. O material foi desenvolvido a partir do interesse pessoal e profissional das autoras, pensando nas dúvidas e dificuldades dos envolvidos no processo de comunicação científica (autores, avaliadores e editores), desde a preparação até a publicação de um manuscrito. A intenção foi elaborar um material prático, de acesso e leitura fáceis, para auxiliar pesquisadores iniciantes no planejamento de seus artigos para submissão, assim como orientá-los em relação aos trâmites do processo de avaliação e publicação do material (como responder aos avaliadores e editores), além de recomendar materiais de consulta na área da Saúde da Comunicação Humana. As sugestões foram baseadas na experiência das autoras, e as recomendações foram fundamentadas pela literatura específica, indicada e referenciada no livro. Essas recomendações foram embasadas pelas respostas de autores e potenciais autores, avaliadores e editores de periódicos científicos da área da Saúde da Comunicação Humana a um questionário elaborado especialmente para a pesquisa, com perguntas de múltipla escolha, em relação às diversas etapas do processo de preparação e publicação de artigos científicos. O livro apresenta a visão dos autores e as impressões de avaliadores e editores em relação aos mesmos aspectos e contêm, ainda, indicações de leitura (livros e sites) sobre “artigo científico” e assuntos relacionados, e de revistas científicas para consulta e publicação. As sugestões de estilo e formatação foram baseadas em revistas da área da saúde, já que cada área do conhecimento costuma adotar padrões diferentes. As recomendações específicas, como sugestão de periódicos, dúvidas de autores, comentários de avaliadores e editores foram baseadas na área da Saúde da Comunicação Humana.

¿Cómo hacer investigación cualitativa?: una guía práctica para saber qué es la investigación en general y cómo hacerla, con énfasis en las etapas de la investigación cualitativa

El objetivo de esta guía es, precisamente, hacer accesibles los conocimientos básicos indispensables para iniciar un proceso de investigación de forma fundamentada pero lo más simple posible, de ahí que su formato sea el de una "guía" y no el de un texto profundo de difícil comprensión. Intentamos extraer de muy diversos textos sobre investigación y de nuestra propia experiencia, aquellos conceptos que no pueden ser ignorados durante todo proceso de indagación y hemos realizado el esfuerzo de exponerlos en una secuencia que además de ser lógica, se encuentre apegada a las necesidades de un investigador que se inicia.

Como escrever o resumo de um artigo para publicação

A redação do resumo de um artigo para publicação é uma etapa muito importante na comunicação dos resultados de uma pesquisa. Freqüentemente, os autores de artigos científicos conferem a esse elemento da sua produção muito pouco tempo ou atenção. Logo, o propósito deste editorial é discutir como elaborar e escrever um resumo bem organizado. O resumo é um breve sumário do artigo. Ele não é uma introdução do que se segue, mas sim uma descrição completa e concisa dos componentes-chave da metodologia do estudo e dos achados importantes da pesquisa. Normalmente, o resumo é o primeiro encontro do leitor com uma pesquisa ou relato, sendo algumas vezes o único elemento recuperado e/ou revisado nas bases de dados científicos. Esse elemento provê a primeira impressão, muitas vezes a mais importante, identificando o valor potencial ou a relevância do enfoque da pesquisa e dos resultados. Se o resumo for bem escrito, ele atrairá leitores para obter uma cópia do manuscrito completo que será incorporado aos que já foram encontrados, e seu trabalho será citado. Se o resumo for mal escrito, a pesquisa poderá ser ignorada ou, até mesmo, esquecida.

DA REVISÃO NA ESCRITA: uma gestão exigente requerida pela relação entre leitor, autor e texto escrito

A escolha dos termos mais ajustados a determinados conceitos não se revela uma empresa fácil. Sommers (1978) adianta que, por ter sido urgente lançar uma visão da escrita como processo, não ocorreu propor uma nova terminologia, resultando dessa omissão a permanência do termo “revisão”, com o risco de a revisão continuar a ser vista como a última etapa de uma escrita linear. Tem este artigo como objetivo evidenciar o potencial recursivo da “revisão” da escrita no que esta significa de: 1) verificação do isomorfismo esperado entre o que se pretendeu dizer e o que ficou escrito para que a comunicação resulte no seu melhor; 2) atuação em diferentes níveis, contemplando ou não a audiência; 3) conjugação do que é com o como é transmitido; 4) distinção entre a autorrevisão e a revisão profissional e 5) cultura de um distanciamento do leitor face ao material escrito.